Em carta, Fátima desiste de candidatura ao Senado e decide concluir mandato no Governo do RN

(Foto: Josemário Alves - Apodi 360)

Em carta aberta divulgada em suas redes sociais nesta terça-feira (17), a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou oficialmente a renúncia à sua pré-candidatura ao Senado Federal. 

A decisão, que altera significativamente o cenário político potiguar para as eleições deste ano, foi confirmada logo após a chefe do Executivo retornar de uma viagem a Brasília, onde esteve reunida com a cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores.

No documento, Fátima explica que a principal motivação para sua permanência até o fim do mandato envolve a sucessão estadual. Para que pudesse disputar o Senado, a governadora precisaria renunciar ao cargo, transferindo o comando do Estado para o vice-governador. 

No entanto, ela afirma na carta que o vice "rompeu o compromisso firmado em 2022, atendendo a interesses de uma velha elite que nunca aceitou um RN governado pelo povo". Segundo a governadora, essas motivações o impediram de assumir a tarefa de governar o Estado.

"Não há cargo no Senado que valha minha coerência, meus valores, minha honradez e meu compromisso com o Rio Grande do Norte", destaca o texto. 

Fátima ressalta que decidiu honrar os mais de um milhão de votos recebidos em sua reeleição até o último dia de gestão. 

(Foto: Josemário Alves - Apodi 360)

O objetivo de sua permanência, segundo ela, é evitar retrocessos e garantir a entrega de obras estruturantes essenciais, como o Hospital Metropolitano, a duplicação da BR-304 e a concretização da transposição do Rio São Francisco.

A carta também faz um resgate de sua trajetória de gestão. A governadora contrastou o Estado que herdou em 2019, marcado por servidores com salários atrasados, fuga e rebeliões em presídios, e policiais dependendo de doações, com o cenário atual. 

Ela destacou avanços como a folha de pagamento em dia, a duplicação do número de escolas em tempo integral, a criação dos IERNs, a interiorização da saúde e o fortalecimento das políticas de proteção à mulher, com novas delegacias e a ampliação da Patrulha Maria da Penha.

Em âmbito nacional, Fátima Bezerra justificou sua decisão como um movimento necessário diante da "ofensiva da extrema-direita contra a democracia" prevista para o Senado a partir de 2027. 

Ela pontuou que a escolha de permanecer no Governo do RN atende a um desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do próprio PT e de uma parcela expressiva do eleitorado potiguar.

Ao finalizar a carta, a governadora reafirma a força de seu grupo político, declarando que o movimento para tirar o PT do Senado não terá sucesso: "Eles tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes"

Ela encerra projetando o cenário eleitoral que apoiará no estado, cravando que "O RN vai florescer com Cadu governador, com o PT no senado e com Luis Inácio Lula da Silva presidente".

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