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Grito dos Excluídos mais uma vez denunciará problemas sociais

Movimentos sociais em Mossoró se organizam para mais uma edição do Grito dos Excluídos, no desfile da Independência, no feriado nacional do Dia 7 de Setembro. O protesto denuncia exclusão social, desigualdades na sociedade e inércia do poder público contra problemas graves como miséria, falta de habitação e saúde precária.

O movimento deste ano está sendo organizado desde junho com reuniões semanais, às terças-feiras, às 17h, no Sindicato dos Empregados no Comércio de Mossoró (Secom). Estão previstas distribuição panfletos, batucada, feijoada de confraternização e a mensagem de solidariedade aos segmentos sociais que não têm voz.

O Grito dos Excluídos é uma mobilização nacional e segunda-feira (27) a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota, afirmando que "O Grito é uma manifestação autenticamente popular, que engloba pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais, onde todos devem estar comprometidos com a causa das pessoas
excluídas".

Segundo a CNBB, é uma mobilização que denuncia os modelos políticos e econômicos que causam exclusão social, trazendo consequências de sofrimento para muitas pessoas. "É forma de tornar público o rosto desfigurado da sociedade que clama por uma política de inclusão social de valorização dos cidadãos. Essa manifestação, que não é um movimento e nem uma campanha, acontece no Dia 7 de Setembro, Dia da Pátria. Constitui-se num espaço popular e de participação livre, mas todos motivados pelo anseio de mudanças na sociedade."

E continua: "A forma de manifestação pode ser diversa, dependendo da realidade da comunidade. Podem ser por atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários, blocos na rua, caminhadas etc. É espaço de convergência em que vários atores sociais se reúnem para protestar e propor caminhos novos".

A CNBB lembra que o Grito dos Excluídos teve sua origem nas ações do Setor Pastoral Social da Confederação, principalmente a partir da Campanha da Fraternidade de 1995, que abordava o tema que falava da Fraternidade e dos Excluídos.

"Ele veio também como fruto da 2ª Semana Social Brasileira, que abordava o tema: Brasil, alternativas e protagonistas. Podemos dizer também que é um grito, sufocado pelas realidades contemporâneas, que vem a público, com a participação de diversos setores influentes da sociedade e revela uma forte reação das entidades inconformadas e contra um sistema de mercado que gera massas enormes de excluídos, de desemprego, miséria e violência", escreve dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba.

A edição 2012 do Grito dos Excluídos foi lançada ontem à tarde e deve repetir o sucesso de mobilizações anteriores.

Informações e foto: O Mossoroense


Da Redação

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