Apodi 360

Sem solução para impasse, greve das instituições federais continua


O impasse entre as categorias de professores e técnicos administrativos das instituições de ensino federais e o governo ainda não teve fim. Como consequência, a greve continua sem previsão para chegar ao fim.

Agora, a greve adquire um novo sentido e passa a ser realizada em prol da reabertura das negociações. “Para o governo, acabou a negociação, mas para a gente não acabou a negociação e a greve continua”, afirma o presidente do comando de greve local, José Domingues.

As negociações foram encerradas depois que o governo assinou um acordo com a PROIFIS. A proposta apresentada pelo governo não contempla as reivindicações dos servidores. Para os professores, foi apresentado o percentual mínimo de 25% e máximo de 45% (este último índice beneficia apenas um pequeno grupo de docentes dos quais não há nenhum representante nas instituições de Mossoró). Já para os docentes, foi apresentado o índice de reajuste de 15,8%. A previsão é de que os valores sejam escalonados em três parcelas anuais.

Segundo o coordenador local do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), professor Fábio Procópio, esta semana foram
discutidas algumas propostas para serem apresentadas ao governo, mas os pontos ainda serão avaliados pelos servidores.

Na próxima quarta-feira, 15, os profissionais do IFRN se reúnem em assembleia. À tarde, docentes e técnicos administrativos se unem a representantes das categorias da Ufersa e da Uern, para realizarem uma mobilização. O protesto, que tem o intuito de chamar a atenção da sociedade para a situação, será realizado na Praça Rodolfo Fernandes.

Os técnicos acompanham a decisão. De acordo com a coordenadora do Sindicato Estadual dos trabalhadores em Educação do Ensino Superior no Estado do RN (SINTEST - RN), Mara Raquel, foi realizada uma rodada de assembleias nas universidades, mas a maioria rejeitou a proposta porque a mesma não contempla as perdas salariais, tendo em vista que a categoria não tem reajuste desde o ano de 2011.

O professor Fábio Procópio lembra que a Polícia Federal entrou em greve e questiona já duvidando: “Será que o governo vai esperar 70 dias?”.
Informações: Gazeta do Oeste

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Da Redação

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