
A estudante de Direito Mayara Petruso, que
no ano passado defendeu o assassinato de
nordestinos na rede social Twitter, agora é
ré em um processo criminal por racismo.
A Justiça Federal em São Paulo aceitou a
denúncia do Ministério Público Federal
pedindo a abertura da ação, com base em
mensagens postadas na internet e no
depoimento da própria estudante.
anunciaram a vitória de Dilma Rousseff na eleição para a Presidência
da República, Mayara postou a seguinte mensagem em sua página no
Twitter: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um
nordestino afogado!”.
A pena para o crime de racismo vai de três meses a um ano de prisão
A pena para o crime de racismo vai de três meses a um ano de prisão
mais multa. Como o crime foi cometido por meio de um veículo de
comunicação, pode ser elevada para até cinco anos de cadeia.
Segundo o MPF, Mayara confirmou em depoimento que é a autora
Segundo o MPF, Mayara confirmou em depoimento que é a autora
dos comentários. Em entrevista ao iG em novembro do ano passado,
o comerciante Antonio Petruso, pai da estudante, disse estar "surpreso,
decepcionado e envergonhado” com a atitude da filha. Petruso se
declarou eleitor de Dilma.
Além disso, MPF confirmou a materialidade de uma mensagem
Além disso, MPF confirmou a materialidade de uma mensagem
publicada também no Twitter por Natália Campello, residente em
Recife (PE): “O sudeste é um lixo, façam um favor ao Nordeste, mate
um paulista de bala :) VÃO SE FUDER PAULISTAS FILHOS DA PUTA”.
Segundo o MPF, as duas mensagens são igualmente racistas. No entanto,
as autoridaedes ainda não conseguiram identificar Natalia corretamente,
e sabem apenas que ela mora no Recife.
A ação contra Mayara resultou da manifestação feita na época por várias
A ação contra Mayara resultou da manifestação feita na época por várias
pessoas e entidades de classe, entre elas a OAB de Pernambuco. No dia 5
de novembro de 2010, a seccional da Ordem apresentou uma notícia-crime
contra Mayara ao Ministério Público de São Paulo. O presidente da
OAB-PE, Henrique Mariano, afirmou que devido ao fato de todos os
elementos comprovarem a prática de crime pela internauta, a entidade
tomou a iniciativa de promover a ação penal".
Para o presidente da OAB-PE, a estudante praticou, ao mesmo tempo, os
Para o presidente da OAB-PE, a estudante praticou, ao mesmo tempo, os
crimes de racismo e de incitação pública à pratica delituosa. Ele citou como
exemplo outra recente manifestação de uma usuária do Twitter, também
de cunho racista, após a realização do jogo Ceará x Flamengo, quando o
time cearense saiu vencedor. "Isso não pode crescer. Enquanto não houver
uma punição exemplar, esses crimes continuarão sendo cometidos",
afirmou.
Fonte: Com reportagem de Renata Baptista, iG Pernambuco / Umarizal News
