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| (Foto: Reprodução - TV Câmara de Caraúbas) |
A reprovação de três Projetos de Lei de suplementação orçamentária pela Câmara Municipal de Caraúbas abriu um intenso debate político no município, nesta terça-feira (27), às vésperas do Dia do Servidor Público.
Por maioria, a bancada de oposição votou contra as propostas enviadas pelo Poder Executivo, que somavam mais de R$ 2 milhões.
O posicionamento contrário partiu dos vereadores Elionaldo Benevides (PP), Hamilton Bezerra (PP), Denys Moraes (PP), Titica de Lúcio (MDB), Edmilson Leite (MDB) e João Gomes (MDB).
A decisão dividiu opiniões sobre a gestão dos recursos e o pagamento dos servidores, gerando grande repercussão e debates na cidade.
De um lado, a administração municipal alerta que a não aprovação dos créditos cria obstáculos diretos para a execução financeira, podendo prejudicar o pagamento da folha salarial em setores essenciais, como saúde e educação, na reta final do ano.
Defensores da gestão sustentam que a atitude da oposição coloca disputas políticas acima do bem estar dos trabalhadores.
Por outro lado, a bancada de oposição alega falta de planejamento financeiro por parte do município.
Os parlamentares destacam que a prefeitura já teve aprovado um orçamento superior a R$ 114 milhões, margem de remanejamento de 20% e mais de 25 projetos de suplementação ao longo do ano, somando cerca de R$ 21 milhões.
Segundo os vereadores, a fiscalização é dever do Legislativo e a gestão precisa organizar suas contas sem transferir responsabilidades.
O impasse evidencia a tensão política em Caraúbas desde que dois vereadores abandonaram a base de apoio ao prefeito Givago Barreto e formaram maioria na oposição.
Agora, a população e os servidores municipais aguardam os desdobramentos da disputa orçamentária.
