Segundo Arimatéia, um documento foi entregue diretamente ao ministro da educação no dia 24 de janeiro contendo dados técnicos da Mesorregião do Oeste Potiguar. São informações sobre os índices populacionais e o percentual de médicos por habitante. “Atualmente a mesorregião abriga 26% da população do estado e apenas 13% dos médicos estão aqui”, explica.
Outro critério definido pelo Ministério da Educação é com relação a quantidade de leitos em hospitais. São cinco para cada vaga. Segundo o reitor da Ufe4rsa, a mesorregião possui 667 leitos e, nesse caso, teria a disposição 120 vagas.
A reitoria da Ufersa ainda pretende buscar junto à bancada federal apoio para a criação do curso de medicina. Após o carnaval está agendada uma negociação em Brasília, onde os dados elaborados serão apresentados, como também informações sobre a infraestrutura disponível.
Uma portaria publicada em oito de junho de 2012 listava os novos cursos de medicina que seriam criados no país e a Ufersa ficou fora da lista. “Apesar dessa negativa, nós continuamos a luta e acreditamos que a Universidade poderá receber o curso de medicina”, finaliza Arimatéria Matos.
Interesse público na criação de novas vagas de medicina
As novas regras para criação de cursos de medicina no país vão garantir o "interesse público" da sociedade ao priorizar a expansão em cidades e regiões onde hoje há baixa oferta de vagas e médicos em relação ao tamanho da população.
O argumento é do ministro da Educação Aloizio Mercadante que defendeu a mudança na política de criação de cursos de medicina no país. "Essa lógica não assegura necessariamente o interesse público da sociedade. O interesse da instituição pode ser do mercado de medicina, mas não do interesse público no sentido de boas práticas médicas, com equipamentos disponíveis. (...) O balcão para pedidos de criação de vagas] fechou", disse Mercadante em coletiva de imprensa publicada pelo jornal Folha de São Paulo.
Informações e foto: De Fato
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