O terceiro homicídio registrado pelas autoridades policiais em dezembro no
município de Quixadá, Sertão Central
cearense, chama a atenção, visto que
a vítima trata-se de um garoto de apenas
15 anos de idade, que ao ser perfurado
ainda fugiu da fúria do agressor, mas ao
receber socorro, não resistiu à lesão
e morreu ao entrar no setor de urgência
do Hospital Dr. Eudásio Barroso.
O crime aconteceu por volta das 21h0min, teve como vítima José Cassiano de
Lima, de apenas 15 anos de idade, natural de Quixadá, residente no bairro
Campo Velho (Mutirão). Segundo as informações da Polícia Militar a redação
do portal Revista Central, ligações anônimas informavam que um homem
correndo do Mutirão tinha caído na Rua Dom Lucas, em frente a uma fábrica
de resíduo de algodão, sangrando e pedindo ajuda. A composição da Força
tática, (Filho, Alberto e Mendonça) compareceu ao local e socorreu a vítima,
sendo que, morreu em seguida.
Policiais fizeram diligencias na tentativa de identificar e prender o acusado,
porém, até o fechamento desta matéria não obtiveram êxito. Agora a polícia
conta com a colaboração de testemunhas que possivelmente presenciaram o
fato criminoso, para que o assassino seja colocado na cadeia e responda pelo
seu ato.
A violência no bairro Campo Velho, com ênfase no Mutirão tem aumentado
de forma acelerada, faz-se necessário a presença do Estado para conter as
mazelas sociais que invadem e amedrontam os moradores, que convivem
socialmente com a zoada da opressão urbana, onde o narcotráfico impera.
Não se sabe a justificativa fática que o individuo se motivou a ceifar a vida de
um garoto que teria pela frente toda uma história. Sabido é, que o crescimento
de Quixadá agregou-se também o pavor dessa realidade social antes só vista
nas grandes capitais.
A polícia tem constantemente prendido os transgressores da ordem pública e
da boa convivência social, mas como as leis são brandas e o Estado omisso com
punições benevolentes para a reincidência criminal, José Cassiano foi à vítima
de hoje, deixando a dor e a saudade de familiares e amigos e pode ser mais um
caso com cheiro de impunidade.
Fonte: Revista Central/Força Tática
