Incomodado com as críticas, o atual prefeito de Petrolina entrou com uma
ação junto ao Juizado de Pequenas Causas de Petrolina, com o objetivo de
impedir o Blog de Carlos Britto de publicar qualquer matéria sobre ele.
No entanto, em decisão proferida pela juíza Juçara Leila do Rêgo Figueiredo,
nos Autos do processo nº 0003443-06.2011.8.17.8026, a Justiça não somente
negou tal pedido como reconheceu que o prefeito é pessoa pública e, como tal,
deve aprender a conviver com o direito de crítica. Este é o trecho referente à
decisão da juíza:
“Acerca do segundo pedido de antecipação, consistente na abstenção de o
“Acerca do segundo pedido de antecipação, consistente na abstenção de o
primeiro demandado não mais divulgar novas matérias neste meio ou em
qualquer outro veículo de comunicação (sic), não pode merecer guarida, uma
vez que o requerente é pessoa pública, atual ocupante do cargo de prefeito
deste município e, naturalmente, terá seu nome ligado a notícias acerca de fatos
pertinentes à administração municipal. Outrossim, deferir pedido tão abrangente
caracteriza cerceamento ao direito público de informação e à liberdade de
imprensa”.
Como se pode vê, o prefeito tentou calar o blogueiro, mas a Justiça negou.
Todo político convive com críticas, seja ela de esfera federal, estadual ou
Como se pode vê, o prefeito tentou calar o blogueiro, mas a Justiça negou.
Todo político convive com críticas, seja ela de esfera federal, estadual ou
municipal, pois antes de serem políticos eles são funcionários do povo e
devem satisfação ao povo por tudo o que fazem.
Nós, da imprensa, continuaremos a fazer o nosso papel, pois este é o nosso
dever: manter você, leitor, cada vez mais informado. Doa a quem doer.
Se a presidente aguenta críticas, se o governador, por que então o atual
Se a presidente aguenta críticas, se o governador, por que então o atual
prefeito de Petrolina não pode suportar? Antes de ser prefeito, ele é cidadão
como todos nós e deve, sim, ser contestado. Assim é a democracia, em sua
essência.
Fonte: Carlos Britto
Fonte: Carlos Britto