“Os casos são notificados pela medida do perímetro cefálico [circunferência da cabeça do bebê], mas nesta condição ainda são considerados suspeitos, pois são necessários exames de imagem e avaliação clínica para que seja descartada ou confirmada a microcefalia”, explica Glícia Kalliani, chefe do Grupo Auxiliar da Saúde da Criança e do Adolescente.
No último dia 11, a Sesap reuniu todos os secretários de saúde dos municípios que têm casos de microcefalia notificados com objetivo de pedir o esforço dos municípios no sentido de viabilizar os exames e solicitar um levantamento da real necessidade de exames de cada um.
Na manhã desta terça-feira (19), um novo encontro reuniu técnicos das áreas da saúde da criança e saúde da mulher, além de apoiadores do Ministério da Saúde e representantes da II e IV Regionais de Saúde para consolidar as informações disponíveis. Uma das propostas estudadas pela Sesap é a realização de um mutirão, num esforço conjunto entre Estado e municípios.
De acordo com o último boletim divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), no Rio Grande do Norte, até o dia 9 de abril, foram notificados 414 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas.
Os casos notificados estão distribuídos em 81 municípios do estado. Do total, 295 estão sob investigação, 85 foram confirmados e 34 foram descartados.