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Políticas das Águas no Rio Grande do Norte

A Secretaria de Recursos Hídricos do Estado vem alertando sobre a possibilidade de racionar a distribuição de água, inclusive para consumo humano. A seca surpreendeu em sua intensidade e os reservatórios atingiram níveis críticos. 
A questão é que os governos não têm como justificar surpresa, pois esse fenômeno é usual no semiárido. Por outro lado inexiste a educação para se evitar o desperdício. Quando secretário dessa mesma pasta, o engenheiro Rômulo Macedo estabeleceu a política de pagamento pelo uso da água nos perímetros irrigados, obrigando ao proprietário a ter mais responsabilidade quanto ao volume de água bombeado. Não conseguiu aprovar sua, ideia que poderia voltar a ser discutida. Com o estado e o risco do racionamento a população, agora mais consciente, daria apoio a movimento dessa natureza.

O Brasil possui a maior reserva hídrica do mundo. A população quer a água para beber, irrigar os campos agrícolas e produzir energia limpa, sem poluição e de baixo custo para o sucesso do seu desenvolvimento econômico, como já vem acontecendo. A barragem de Itaipu produz mais energia que qualquer outra em todo o mundo. A grande vantagem é que a hidroelétrica aproveita o fluxo do rio, mas não consome a água. Problema maior para as cidades é a drenagem das águas usadas e seu tratamento, ampliando o saneamento para maior área possível. Quando fui deputado estadual fiz pronunciamento e apresentei proposta ao governador Garibaldi Filho para construir a adutora Assú-Mossoró, construída alguns anos depois, sob protetsto da então prefeita Rosalba e deputado Betinho, que chegaram a mobilizar prefeitos para impedir o projeto.

Outro aspecto que dificulta a convivência com a seca, em Mossoró, é a poluição do rio. Não existe vontade política para a busca de recursos para promover sua despoluição. Os prefeitos, a começar pelo de Mossoró, preferem, trocar acusações entre si, fugindo da responsabilidade de assumirem uma estratégia para solução do problema. Seria o caso de aproveitar a oportunidade da governadora do Estado ser mossoroense, apelando para seu bom senso, e garantir todo esforço possível para uma ação tão importante. Bem que as entidades civis e os prefeitos da região poderiam assumir essa luta. Pelo que se sabe, até agora, a Petrobras é quem tem colaborado financeiramente para pequenas intervenções de limpeza no rio Mossoró.

A transposição das águas do rio São Francisco para outros estados nordestinos vem sendo executada e representa outra grande expectativa dos que habitam o semiárido. Os governadores Garibaldi Filho e Wilma de Faria foram pródigos na construção de adutoras. As águas do São Francisco darão mais tranquilidade na garantia de que haverá o líquido em quantidade suficiente para ser distribuído. Essa transposição é esperada há anos. 
No início das obras foi preciso vencer a reação contrária de representantes de Sergipe e Alagoas receosos de prejuízo para seus Estados e para a hidroelétrica de Paulo Afonso. Esse protesto chegou a ter a participação de um religioso que fez greve de fome, por vários dias.


Informações: Laíre Rosado

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