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Governo anuncia barragens subterrâneas para aliviar seca

O secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), José Simplício de Holanda, considerou infundadas as críticas que a Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte (Faern) dirigiu ao Governo do Estado, acusado de não tomar medidas estruturantes para permitir a convivência dos produtores rurais com os efeitos danosos da seca.

De acordo ele, o governo tem executado medidas para atender às necessidades de quem vive nas áreas rurais, principalmente, os pequenos produtores. Explicou, por exemplo, que está aguardando a abertura do orçamento do Estado, em março, para iniciar a construção de 2.600 barragens submersas no semiárido potiguar. Segundo Holanda, o Estado já tem 660 dessas barragens, que representam uma forma de combater de forma permanente os efeitos da seca severa que atinge o Rio Grande do Norte.

Lembrou que o programa de ampliação das barragens submersas conta com um orçamento de R$ 20 milhões, parceria do Ministério da Integração e Governo do Estado, que vai exigir contrapartida de R$ 800 mil. De acordo com o secretário, esta é uma obra estruturante e assegura uma solução permanente no combate aos efeitos da estiagem.

Nos últimos quatro anos, explicou, foram construídas 660 barragens submersas que aproveitam bacias hidrográficas de pequena dimensão, como riachos. É feito um barramento interno nas áreas escolhidas que, através de uma tecnologia simples de escavação e colocação de lonas especiais, retém o fluxo da água acumulada para irrigação em épocas secas.

As barragens só podem ser construídas em períodos secos porque as chuvas prejudicam as escavações. O programa faz parte da extensão rural do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater), alvo de críticas de agropecuaristas durante a Expedição Retratos da Seca, promovida pela Faern, que percorreu dias 22, 23 e 24 passados as áreas mais críticas atingidas pela seca.

O presidente da Faern, José Vieira, produtores de leite e derivados e agropecuaristas reclamaram que a assistência técnica e extensão rural da Emater não têm qualidade e estão distanciadas das necessidades atuais da categoria.

De acordo com o secretário José Simplício de Holanda, que também é agropecuarista da região Oeste, a reclamação tem procedência com relação à qualificação, mas o Governo do Estado está capacitando e ampliando o quadro técnico para atender às necessidades do homem do campo. Foram incorporados ao quadro da Emater, através de concurso público, 132 técnicos, que estão recebendo treinamento para execução dos trabalhos em dez regiões do RN.

Entre outras ações do governo, citou que o programa de sementes vai distribuir 450 toneladas de grãos de milho, sorgo e feijão em 150 municípios do Estado, beneficiando 42.500 produtores rurais de pequeno porte, principalmente. As sementes ficam armazenadas em 1.200 Bancos Comunitários, locais que funcionam como depósitos, e são distribuídas imediatamente à ocorrência das primeiras chuvas para dar tempo ao agricultor plantar e garantir a germinação. Cada Banco tem até 30 associados que recebem 11 kg de grãos (4 kg de milho, 4kg de feijão e 3 kg de sorgo).

Segundo o titular da Sape, a distribuição começou semana passada na região Oeste, onde caíram as primeiras chuvas e a distribuição deve ser concluída até a primeira quinzena de março no Agreste, período em que deve iniciar a quadra chuvosa nessa região. A entrega de sementes, explicou, obedece ao regime de chuvas de acordo com o deslocamento da zona de convergência intertropical, que influencia o regime de chuvas na região Nordeste.

No RN, as chuvas começam pelo Oeste, que tem sua quadra chuvosa a partir de fevereiro, já seguindo uma tendência das precipitações do Piauí, onde a zona de convergência começa a atuar em dezembro. Na semana passada houve precipitação em alguns municípios como Pau dos Ferros e Apodi. Por isso, o governo tratou de fazer a distribuição das sementes que estavam nos Bancos Comunitários.
Informações e foto: Novo Jornal

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