| Ilustração |
Servidores da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) se reúnem hoje, às 14h, no auditório de Ciências Exatas da instituição para avaliar a contraproposta elaborada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES SN) para ser apresentada ao governo, conforme informou o componente do comando de greve local, Domingues Fontineli. Ele explica que, para o governo, as negociações com os docentes foram encerradas.
Assim, o comando de greve nacional elaborou uma contraproposta para dialogar com que já havia sido apresentado à categoria. As proposições possuem, mais ou menos, a mesma estrutura financeira contida na proposta governamental, com valor do teto, aproximado, de R$ 17 mil, e salário inicial para doutorado calculado por, em média, R$ 10 mil.
A diferença básica, segundo Domingues Fontineli, é de que a proposta do sindicato prevê um escalonamento, que vai do nível 1 até o nível 13, com aumento de 4% entre os níveis. Desse modo, um professor com doutorado no nível 1 receberia um salário de R$ 10.900,00, e no nível seguinte, o valor seria de R$ 11.300,00.
Além disso, ao contrário da proposta do governo de dividir o salário em dois, baseando parte do cálculo em vencimento básico e a outra em gratificação, o sindicato nacional defende um salário unificado, ou seja, a consolidação do contracheque.
Essa proposta trabalhada pelo Andes será apreciada pela base durante a semana. Caso seja aprovada, o passo seguinte é dar início às discussões no Congresso. Para aprovação do projeto de lei, os docentes devem tentar mobilizar os representantes de seus Estados, a fim de que apoiem o que é defendido pela categoria.
De acordo com Domingues Fontineli, a proposta do Andes contempla tanto os servidores universitários como aqueles que integram os Institutos Federais, pois outra especificidade da proposta do Andes é de um tratamento unificado para os professores federais.
Os técnicos da Ufersa em greve participam hoje, às 9h, no auditório da reitoria, de assembleia para avaliar e discutir os rumos do movimento. De acordo com a Assessoria de Comunicação do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (Sintest-RN), a posição do Comando Nacional de Greve, por ampla maioria, é de que as bases aceitem a proposta do governo e haja saída unificada da greve, visto que na última reunião com o Mec e MPOG ficou claro que o governo não irá mais avançar nas propostas. Diante da atual conjuntura, a categoria tem três opções.
O Sindicato reforça que apesar da orientação do CNG/Fasubra, cabe à categoria avaliar a aceitação da proposta nas assembleias gerais a se realizarem nos dias 20 e 21 de agosto. Se a maioria votar pelo fim do movimento, o retorno unificado ao trabalho deverá na próxima segunda-feira, dia 27.
TÉCNICOS – O coordenador do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), professor Fábio Procópio, informa que amanhã haverá rodada de negociações entre governo e técnicos administrativos. No encontro será discutida a última proposta oferecida à categoria, que conta com pequenas mudanças nos percentuais apresentados. O professor espera que durante a reunião seja apresenta uma proposta para os docentes.
Informações: Gazeta do Oeste