Para Erivan Bastos, comerciante que trabalha na Feira do Bode desde a sua primeira edição, a Festa este ano vai ser fraca e pouco lucrativa. Ele afirma que a falta de grandes atrações musicais vai afastar o público e as vendas vão ser ruins.
“Este ano vai ser a Festa mais fraca da história. Nunca vi um movimento tão ruim. Até o número de expositores e animais diminuíram. Espero que eu esteja errado e as vendas sejam boas, mas pela minha experiência esse evento vai ser fraco”, comenta o comerciante.
A forte estiagem deste ano é tida pelos criadores de animais como um dos principais motivos para o pequeno movimento e baixo número de expositores. Segundo Jonas Henrique, tratador de animais que trouxe dezenas de carneiros da cidade de São Paulo do Potengi, o custo para manter a criação de animais foi bem maior do que nos anos anteriores.
O tratador conta que para manter a boa alimentação e vacina dos carneiros no mesmo nível é preciso gastar cerca de R$ 2 mil por mês. Já no ano passado, o custo para executar essa mesma tarefa era algo em torno de R$ 800,00 a R$ 1 mil.
“Os gastos subiram muito por conta da seca. Os carneiros são criados a base de ração, milho e produtos do bom. A seca atrapalhou tudo e os gastos estão maiores. Tomara que no ano que vem as coisas voltem ao normal se não vai ser mais prejuízo ainda”, destaca.
Apesar do movimento não ser o mesmo de outros anos, o expositor Ramilson Pessoa afirma que a Festa do Bode é uma oportunidade de fomentar a atividade no Estado. Além da Festa do Bode em Mossoró, ele revela que participa de exposições no Crato-CE, Sertânia-PE, Caicó e Natal.
“Nós, expositores, fazemos um circuito de eventos para trocar conhecimento e aprender novas técnicas. Esses encontros são muito importantes, além de ser um momento de lazer para gente que é criador”, relata.
Para participar da Festa do Bode 2013, os expositores pagaram uma taxa de R$ 250,00 por cada ‘curral’. A pequena quantidade de ‘currais’ preenchidos mostra que o evento não atingiu o público esperado.
“A gente espera que a quantidade de participantes aumente. A abertura oficial é só amanhã (hoje), e talvez mais expositores e animais apareçam. Vamos torcer que o movimento melhore”, finaliza Ramilson Pessoa.
Durante os três dias do evento, criadores do Ceará, Pernambuco e Paraíba participarão da Festa e podem observar a melhoria genética do rebanho do Rio Grande do Norte, reconhecido com um dos melhores rebanhos caprinos do Brasil.
Dentro da programação está a realização de leilões, torneios leiteiros, festival de gastronomia da caprinocultura, feira de artesanato e seminários tecnológicos.
Informações e Fotos: Gazeta do Oeste
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